terça-feira, 17 de agosto de 2021

[Sobre o Universo] Vampiros: 2ª Parte - Habilidades Físicas e Mentais (Por Professor Elijah Colman)

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Dando segmento ao assunto tratado anteriormente, vamos entrar um pouco mais fundo nas particularidades dos vampiros. 

(Quem não acompanhou a primeira parte, clique aqui: Vampiros: 1ª Parte.)

Como já comentado anteriormente, nos alimentamos de sangue. No entanto, por questões de autopreservação, é necessário possuirmos controle sobre nossa Fome. Embora, por uma questão de mantermos nossas habilidades afiadas para o caso de precisarmos e o principal, uma aparência saudável que nos permita andar entre os humanos sem despertar suspeitas, necessitemos nos alimentar de forma considerável. Razão pela qual muitas vezes usamos a metade do total do sangue de um ser humano. Dependendo do caso, de dois, ou até três, humanos por noite. Reforçando: metade do sangue. Sem isso de sair matando. (Sim, há quem prefira não cumprir essa regra e isso quase sempre termina em muita encrenca.)

Por esse motivo, e mais uns quantos, destacando a falta de presas, porque sim, NÓS AS TEMOS e elas são muito necessárias, não leve os vampiros de Crepúsculo em consideração nem mesmo como entretenimento saudável. Porque ele não é por motivos que não cabe aqui discutir porque o assunto desse texto é outro. No mundo real, os Caçadores logo estariam atrás deles e o Prior local, em um caso muito pacífico, quando ele acontece, daria uma advertência séria.

Passemos então as habilidades, que nada mais são que nossos atributos físicos e mentais.

Primeiramente, somos fisicamente muito fortes. Bram Stoker, em seu mais importante (muitos dizem que o único digno de nota de sua carreira) livro, Drácula, descreve que seu vampiro protagonista tinha a força de vinte homens. Nesse caso, Stoker só errou por dez, para menos. Nossa força equivale a pelo menos trinta homens adultos com a compleição de um trabalhador de porto. Não que isso seja motivo para sair batendo em todo mundo ou achar uma excelente ideia se exibir carregando pesos absurdos. O máximo que nosso corpo, quando bem alimentado, comporta carregar é uma tonelada. Reforçando: isso vai de vampiro para vampiro.

Segundo, a agilidade, por mais que ela faça parte da nossa gama de habilidades físicas, a princípio por instinto, ela não se desenvolve de forma plena sozinha. É preciso treinar muito para que o uso dela, essencial para não sermos feridos com gravidade frequentemente, não consuma energia demais. Que caso ainda não esteja claro, vem do sangue do qual nos alimentamos. Mais uma coisa, caso alguém esteja se perguntando sobre rapidez, ela nada mais é que consequência da agilidade, já que a velocidade dos nossos movimentos depende do quanto somos treinados. Até somos naturalmente rápidos, mas é como comentei: sem treino, a prática fica comprometida.

O sangue também responsável por outras duas habilidades muito importantes: a regeneração física e a resistência. O primeiro, como o próprio nome diz, se refere a capacidade dos nossos corpos de regenerar ferimentos. Dependendo da intensidade, a demora em curar varia muito. Se bem alimentados, um ferimento grave leva quinze segundos para regenerar, mas, tal ação consome mais energia. Caso, porém, nossos corpos não estejam adequadamente nutridos, a regeneração celular pode levar quatro vezes mais e isso, em batalha, pode nos deixar em forte desvantagem. Em alguns casos, companheiros meus já morreram em definitivo por conta disso.

A resistência, por sua vez, consiste em sermos capazes de aguentar longas caminhadas (correr é uma excelente ideia para abreviar o tempo de trajeto, mas consome energia com mais rapidez que o nosso usual), climas extremos de frio ou calor (sim, noites também podem ser muito quentes) e batalhas que muitas vezes podem durar dias ou ocorrem de um contra vários. Claro que todas essas coisas não acontecem ao mesmo tempo e nem com todos os vampiros. O contado aqui é como funciona.

Agora, vamos falar sobre os atributos mentais, que embora pareçam muitos, são apenas dois, um deles tendo duas variações e o outro, uma variação. (E a série de livros de RPG Vampiro: A Máscara, publicada durante os anos noventa e tendo várias edições desde então, foi a que mais próxima chegou de retratar essa parte. Mas tal publicação incluiu mais habilidades, são somente variações das existentes.)

Sendo um deles, talvez o principal, a persuasão, exercida de forma hipnótica, só que mais sutil, focando em mexer com a mente da pessoa de forma que ela pense estar agindo naturalmente. Sendo nada mais que aconselhar, convencer uma pessoa a fazer algo ou a mudar de ideia, de acordo com o interesse do vampiro. Ou de quem o contrata para fazer tal coisa. Porque sim, há humanos capazes de qualquer coisa para conseguir o desejado, mesmo que para isso precisem fazer acordos arriscados, até mesmo fatais.

Uma delas é a sedução, mais voltada ao lado erótico e sensual dos vampiros, que, muitas vezes, além de sangue, gostam do contato físico-sexual com os humanos. (Mas tenho de dizer: não é aceitável assédio, tentativa de estupro ou ele por si só. Persuadir é convencer e a sedução tem a mesma lógica, mas ambas são feitas por poder mental, porém, seduzir não é sempre manipular.) No caso de íncubos e súcubos, eles se alimentam não só de sangue, mas da energia sexual produzida pelos humanos através de sonhos eróticos ou a prática do coito. Por que estamos falando deles? Porque eles não são os demônios das lendas difundidas e sim vampiros. Variações do tipo aberrante (falaremos dos tipos na próxima parte), mas tendo semelhança com os humanos de modo que ninguém os descubra.

A outra variação, que costuma ser constante alvo de polêmica, é a intimidação, a qual, como o próprio nome já diz, é a prática de intimidar, também de forma hipnótica e igualmente sutil, uma pessoa, de modo a deixá-la com muito medo, o mesmo muitas vezes beirando o irracional. Geralmente a intimidação é seguida por ameaças de violência e tortura e ninguém nesse estado persuasivo consegue reagir de forma eficiente. Não raras vezes tal coisa termina em tragédia.

No campo mental, ainda temos a habilidade de telepatia, que consiste em ler pensamentos alheios e sua variação, o leitor físico, consistindo em ler a linguagem corporal das pessoas usando leitura das sinapses cerebrais do cerebelo, área do cérebro responsável pelos movimentos. Ambas podem ser exercidas ao mesmo tempo, mas precisa de muito treino para extrair o máximo de eficiência na hora da prática, o mesmo valendo para a persuasão e suas variantes. Aristóbulo Del Valle é sem dúvida o melhor vampiro leitor físico em atividade atualmente.

 File:Aristóbulo del Valle.JPG

(Del Valle em foto antes de sua morte, em 1896. Fotos atuais? Existem. Mas não tenho nenhuma para colocar nessa postagem. E eu duvido que ele me ceda alguma de boa vontade dado que é muito discreto com relação à sua existência atual.)

Por aqui eu encerro a segunda exposição sobre nós, os vampiros.

Na próxima, falaremos sobre os tipos de vampiros, os experimentos de Mestres Bruxeiros e os contaminados por radiação.

Sobre Renata Cezimbra

Brasileira e gaúcha com os dois pés e muita imaginação na região do Prata, pois é lá que começa o universo dos Vampiros Portenhos. Onde convergem os vórtices das mais férteis referências de uma dama teimosa, que aprecia pitadas de cultura pop, referências underground e coisas do arco da velha.

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