sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

[Sobre o Universo] Vampiros: 4ª Parte (Por Professor Elijah Colman) (+ Nota da Autora)

  https://www.wallpaperflare.com/static/1006/101/270/artwork-magic-the-gathering-cleavage-demon-wallpaper.jpg

1ª Parte

2ª Parte

3ª Parte

Mais uma vez, cá estou para falar de nós vampiros, agora focando (pelo menos espero que o texto não fique gigante a nível de precisar de um próximo) nos experimentos feitos por Mestres Bruxeiros e nos vampiros contaminados por radiação, pois o texto anterior, por ter ficado muito extenso, não deu conta de dizer tudo.

Antes de tudo, há um poder nosso sobre o qual não falei, puramente por esquecimento e também porque é difícil acreditar que somos capazes de tal coisa, o Radar Quiróptero. Nada mais sendo que o mesmo som emitido pelos morcegos, mas com pelo menos cem vezes mais volume e capaz de fazer várias coisas potencialmente perigosas.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

[Sobre o Universo] Vampiros: 3ª Parte - Tipos de Vampiros (Por Professor Elijah Colman - Vampiro do Tipo Comum)

Ficheiro:Bela Lugosi as Dracula.jpg – Wikipédia, a enciclopédia livre

 (Nota da Autora + Pedido de Desculpas: 

Como a autora esteve trabalhando um bocado com revisão de texto (se não está claro, sou freelance) e destravando ideias porque tenho sofrido de constantes bloqueios criativos e isso deixa qualquer autor louco da vida, acabei ficando ausente tempo demais mais uma vez. Não desistam de mim, por favor.

 Meu retorno, e eu espero que dessa vez eu não fique tanto tempo sem postar, é marcado por hoje ser o dia em que o ator Bela Lugosi, o mais famoso Drácula do cinema, estaria fazendo mais um ano de vida se estivesse aqui. Para quem não sabe, ele nasceu em 20 de outubro de 1883.

Portanto, essa postagem é dedicada a ele, já que ele foi uma das inúmeras inspirações para a criação dos vampiros que povoam o universo dos Vampiros Portenhos.

 Bidding Dracula Welcome | Horror 

)

1ª Parte: Leia aqui.  2ª Parte: Leia aqui.

Considerando a quantidade de tipos de vampiros e suas descrições e o fato de os experimentos de Mestres Bruxeiros e os contaminados por radiação precisarem de explanações mais detalhadas em razão de precisarem de contexto e conceituação, focarei esse texto somente nos tipos.

Que ao contrário do que os filmes, livros e outras mídias mostram, são bem mais variados do que pensamos. Mais perigosos também, dependendo do poder que possuam.

São eles:

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terça-feira, 17 de agosto de 2021

[Sobre o Universo] Vampiros: 2ª Parte - Habilidades Físicas e Mentais (Por Professor Elijah Colman)

 vampire-uprising

Dando segmento ao assunto tratado anteriormente, vamos entrar um pouco mais fundo nas particularidades dos vampiros. 

(Quem não acompanhou a primeira parte, clique aqui: Vampiros: 1ª Parte.)

Como já comentado anteriormente, nos alimentamos de sangue. No entanto, por questões de autopreservação, é necessário possuirmos controle sobre nossa Fome. Embora, por uma questão de mantermos nossas habilidades afiadas para o caso de precisarmos e o principal, uma aparência saudável que nos permita andar entre os humanos sem despertar suspeitas, necessitemos nos alimentar de forma considerável. Razão pela qual muitas vezes usamos a metade do total do sangue de um ser humano. Dependendo do caso, de dois, ou até três, humanos por noite. Reforçando: metade do sangue. Sem isso de sair matando. (Sim, há quem prefira não cumprir essa regra e isso quase sempre termina em muita encrenca.)

Por esse motivo, e mais uns quantos, destacando a falta de presas, porque sim, NÓS AS TEMOS e elas são muito necessárias, não leve os vampiros de Crepúsculo em consideração nem mesmo como entretenimento saudável. Porque ele não é por motivos que não cabe aqui discutir porque o assunto desse texto é outro. No mundo real, os Caçadores logo estariam atrás deles e o Prior local, em um caso muito pacífico, quando ele acontece, daria uma advertência séria.

Passemos então as habilidades, que nada mais são que nossos atributos físicos e mentais.

Primeiramente, somos fisicamente muito fortes. Bram Stoker, em seu mais importante (muitos dizem que o único digno de nota de sua carreira) livro, Drácula, descreve que seu vampiro protagonista tinha a força de vinte homens. Nesse caso, Stoker só errou por dez, para menos. Nossa força equivale a pelo menos trinta homens adultos com a compleição de um trabalhador de porto. Não que isso seja motivo para sair batendo em todo mundo ou achar uma excelente ideia se exibir carregando pesos absurdos. O máximo que nosso corpo, quando bem alimentado, comporta carregar é uma tonelada. Reforçando: isso vai de vampiro para vampiro.

Segundo, a agilidade, por mais que ela faça parte da nossa gama de habilidades físicas, a princípio por instinto, ela não se desenvolve de forma plena sozinha. É preciso treinar muito para que o uso dela, essencial para não sermos feridos com gravidade frequentemente, não consuma energia demais. Que caso ainda não esteja claro, vem do sangue do qual nos alimentamos. Mais uma coisa, caso alguém esteja se perguntando sobre rapidez, ela nada mais é que consequência da agilidade, já que a velocidade dos nossos movimentos depende do quanto somos treinados. Até somos naturalmente rápidos, mas é como comentei: sem treino, a prática fica comprometida.

O sangue também responsável por outras duas habilidades muito importantes: a regeneração física e a resistência. O primeiro, como o próprio nome diz, se refere a capacidade dos nossos corpos de regenerar ferimentos. Dependendo da intensidade, a demora em curar varia muito. Se bem alimentados, um ferimento grave leva quinze segundos para regenerar, mas, tal ação consome mais energia. Caso, porém, nossos corpos não estejam adequadamente nutridos, a regeneração celular pode levar quatro vezes mais e isso, em batalha, pode nos deixar em forte desvantagem. Em alguns casos, companheiros meus já morreram em definitivo por conta disso.

A resistência, por sua vez, consiste em sermos capazes de aguentar longas caminhadas (correr é uma excelente ideia para abreviar o tempo de trajeto, mas consome energia com mais rapidez que o nosso usual), climas extremos de frio ou calor (sim, noites também podem ser muito quentes) e batalhas que muitas vezes podem durar dias ou ocorrem de um contra vários. Claro que todas essas coisas não acontecem ao mesmo tempo e nem com todos os vampiros. O contado aqui é como funciona.

Agora, vamos falar sobre os atributos mentais, que embora pareçam muitos, são apenas dois, um deles tendo duas variações e o outro, uma variação. (E a série de livros de RPG Vampiro: A Máscara, publicada durante os anos noventa e tendo várias edições desde então, foi a que mais próxima chegou de retratar essa parte. Mas tal publicação incluiu mais habilidades, são somente variações das existentes.)

Sendo um deles, talvez o principal, a persuasão, exercida de forma hipnótica, só que mais sutil, focando em mexer com a mente da pessoa de forma que ela pense estar agindo naturalmente. Sendo nada mais que aconselhar, convencer uma pessoa a fazer algo ou a mudar de ideia, de acordo com o interesse do vampiro. Ou de quem o contrata para fazer tal coisa. Porque sim, há humanos capazes de qualquer coisa para conseguir o desejado, mesmo que para isso precisem fazer acordos arriscados, até mesmo fatais.

Uma delas é a sedução, mais voltada ao lado erótico e sensual dos vampiros, que, muitas vezes, além de sangue, gostam do contato físico-sexual com os humanos. (Mas tenho de dizer: não é aceitável assédio, tentativa de estupro ou ele por si só. Persuadir é convencer e a sedução tem a mesma lógica, mas ambas são feitas por poder mental, porém, seduzir não é sempre manipular.) No caso de íncubos e súcubos, eles se alimentam não só de sangue, mas da energia sexual produzida pelos humanos através de sonhos eróticos ou a prática do coito. Por que estamos falando deles? Porque eles não são os demônios das lendas difundidas e sim vampiros. Variações do tipo aberrante (falaremos dos tipos na próxima parte), mas tendo semelhança com os humanos de modo que ninguém os descubra.

A outra variação, que costuma ser constante alvo de polêmica, é a intimidação, a qual, como o próprio nome já diz, é a prática de intimidar, também de forma hipnótica e igualmente sutil, uma pessoa, de modo a deixá-la com muito medo, o mesmo muitas vezes beirando o irracional. Geralmente a intimidação é seguida por ameaças de violência e tortura e ninguém nesse estado persuasivo consegue reagir de forma eficiente. Não raras vezes tal coisa termina em tragédia.

No campo mental, ainda temos a habilidade de telepatia, que consiste em ler pensamentos alheios e sua variação, o leitor físico, consistindo em ler a linguagem corporal das pessoas usando leitura das sinapses cerebrais do cerebelo, área do cérebro responsável pelos movimentos. Ambas podem ser exercidas ao mesmo tempo, mas precisa de muito treino para extrair o máximo de eficiência na hora da prática, o mesmo valendo para a persuasão e suas variantes. Aristóbulo Del Valle é sem dúvida o melhor vampiro leitor físico em atividade atualmente.

 File:Aristóbulo del Valle.JPG

(Del Valle em foto antes de sua morte, em 1896. Fotos atuais? Existem. Mas não tenho nenhuma para colocar nessa postagem. E eu duvido que ele me ceda alguma de boa vontade dado que é muito discreto com relação à sua existência atual.)

Por aqui eu encerro a segunda exposição sobre nós, os vampiros.

Na próxima, falaremos sobre os tipos de vampiros, os experimentos de Mestres Bruxeiros e os contaminados por radiação.

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quinta-feira, 29 de julho de 2021

[Sobre o Universo] Vampiros: 1ª Parte - Algumas Notas Iniciais (Por Professor Elijah Colman)

 

Creio que não precise conceituar muito o que é um vampiro, pois é tão comum na cultura popular consumida mundo afora que fica difícil alguém não ter uma ideia sobre isso.
Mas, tenho uma pergunta: vocês têm uma real ideia de como são os vampiros da vida real?
Garanto a vocês uma coisa: os livros, séries e filmes, e até os RPG’s, não fazem jus à figura real do vampiro. Aliás, a todas, porque são pelo menos onze tipos diferentes com poderes variados que podem ser perigosos caso sejam provocados ou precisem se defender. Se eu não contar os experimentos de Mestres Bruxeiros ou os vampiros contaminados por radiação, casos que por si mesmos dariam textos muito maiores que esse.
Essencialmente, todos se alimentam de sangue e passam todo o dia repousando para apenas à noite despertar. No entanto, imagino que muitos se perguntem qual exatamente é a função, ou serventia, de um vampiro ou outros achem que eles nada mais são que parasitas, se alimentando da vida alheia para se manterem vivos.
Bem, a realidade sobre os vampiros é uma pura e simples: de fato, eles representam tudo o que os humanos secretamente desejam: a superação da morte e a liberação dos mais secretos e sombrios desejos da alma. Mas, representação não necessariamente significa que todo o vampiro é um ser maligno, cruel e assassino.
Na realidade, muitos de nós (sim, sou um atualmente) até mesmo salvamos a humanidade quando ela resolve que é uma excelente ideia entrar em guerra por conta de absurdos e mexer com o que não sabe lidar. Leia-se, temos de dar conta das burrices que parte dos humanos comete quase sempre. Sem contar que preservamos muitas histórias perdidas no tempo e conhecimentos que nenhum livro comporta, desde etnias até civilizações inteiras extintas antes que a História Oficial fizesse da Mesopotâmia a primeira delas.
Imagino, igualmente, que muitos até hoje se perguntem como surgimos ou como é possível criaturas bebedoras de sangue existirem em muitas culturas e elas sequer terem ligações umas com as outras. A segunda parte é explicável por um motivo: o sangue, queira ou não admitir, é a vida para o ser humano. Sua força vital, se fôssemos pensar pelo ponto de vista do vampirismo psíquico ou energético. Sim, caros leitores, não existem somente os sugadores de sangue. Há também humanos que são vampiros, e são infinitamente piores, se pararmos e pensarmos bem.
O sangue, desde tempos remotos e em qualquer cultura, simboliza a própria vida. É sinônimo de força, poder. Tanto que as tribos, quando derrotavam seus inimigos, consumiam seu líquido vital de modo a absorver sua força e outras características notáveis. Até porque, e admito que já fiz isso, a sensação de ver a vida do seu inimigo se esvaindo não deixa de ser fascinante. Mas isso não significa que nós vampiros matamos a torto e a direito.
Mesmo a Fome sendo como, segundo a descrição do hoje vampiro nosferatu (e não, eles não parecem o Conde Orlok do filme de 1922, com exceção dos dentes e das unhas longas) Leandro N. Alem, "se você, mesmo não podendo porque sua saúde não permite, não conseguisse parar de comer aquele alimento capaz de te matar, mas que te dá algo que nenhum outro foi capaz de dar.", ter controle sobre ela é uma das mais essenciais habilidades que um vampiro deve possuir.

 

 (Leandro N. Alem quando era mortal, provavelmente perto de sua morte, em 1896. Fotos atuais dele provavelmente não existem porque ele odeia ser fotografado.)


Afinal, querendo ou não, vivemos em sociedade e mesmo entre os sobrenaturais há leis que devem ser rigorosamente cumpridas, sendo a principal delas a Lei do Silêncio Juramentado, a qual, se não for cumprida, acarreta em pena capital para o criminoso.
Nisso inclui-se não sair deixando cadáveres à vista de todo mundo e não permitir que humanos saibam sua condição sob nenhuma hipótese. Caso ela ocorra sem que nenhuma das partes esteja diretamente envolvida, leia-se, situação fugida do controle, ou por motivo de relação de amizade ou algo mais íntimo, é preciso tomar providências que requeiram não prejudicar o humano, mas ele tem de estar disposto a colaborar. Sem isso, nada feito. É execução sumária.
Ainda nesse tópico, já digo que nós vampiros temos empregos normais como qualquer mortal e inclusive somos capazes de andar de dia caso tenhamos acesso a rubis escarlates ou lápis-lazúlis encantados por bruxas, mas nem todos tem paciência suficiente com a babaquice humana, isso que a nossa pode ser bem pior, preferindo o silêncio da noite para trabalhar.
No entanto, nem todos nós lidamos bem com a passagem do tempo ou com nossas vidas passadas, muitas vezes desenvolvendo distúrbios mentais característicos dos seres humanos como Depressão, Síndrome do Pânico, Transtorno Bipolar, Esquizofrenia, Transtorno de Comportamento Borderline, Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Ansiedade etc, e até mesmo algumas fobias como Pirofobia ou Claustrofobia. (Sim, fogo nos fere gravemente e até nos transforma em cinzas, mas nem todos temos medo dele.)
Se eu ignorar o fato de que, por melhores sentidos que tenhamos, eles algumas vezes mais atrapalham que ajudam por melhores que os tenhamos treinado, em especial a audição que, por ser muito apurada, também é altamente sensível, nos torna suscetíveis a atordoamento caso alguém emita um som muito alto em cima de nós. Motivo pelo qual preferimos confiar mais em nosso olfato, pois ele dificilmente nos trai. Claro que isso vai de vampiro para vampiro.
Como já devem ter percebido, eu não comentei sobre nossa possível origem. Em verdade, há muitas teorias acerca de nossa existência e por mais que vários dos vampiros Ancestrais ainda vivam, nem mesmo eles têm uma real ideia de como se tornaram o que são, até porque cada um teve uma situação muito distinta. Pelo menos até onde se sabe, pois não costumam aparecer com frequência e nem falam muito do passado. Alguns até nem mesmo lembram seus nomes anteriores.
Essas, porém, são cenas dos próximos capítulos. Portanto, até a próxima.

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sábado, 17 de julho de 2021

[Meus dois centavos sobre...] Somos cringe mesmo ou o que?

Olha a dama teimosa aqui de novo esperando que vocês, de novo, tenham paciência comigo por não ter cumprido a promessa feita há exatos 31 dias: postar pelo menos três vezes na semana.
Mas eu de novo não estou conseguindo porque a inspiração até mesmo para os meus escritos anda longe do aceitável e tem tanta coisa acontecendo que nem sei por onde ou como começar a comentar.
Ou melhor, eu não sabia. Até pensar sobre uma perguntinha que anda correndo os quatro cantos da internet, tudo porque não param mais de falar disso e honestamente, eu cansei de ouvir isso antes mesmo de esfriar porque paciência nunca foi minha característica mais marcante.
Então…
O que é cringe?
É um termo cunhado por alguns usuários de internet que significa “vergonhoso” em inglês e usado por um pessoal que se acha cool por conta de sua moda, gostos e costumes, mas, na realidade, são é um coo. Uma gente que parece não ter nada melhor a fazer com a própria vida, por isso resolvendo dar seus pitacos na dos outros.
Bem, hora de uma dama teimosa dar o seu pitaco nesse assunto dizendo o que realmente é cringe. (Se alguém se sentir ofendido, eu não dou a mínima.)
Cringe é ser machista, LGBTQIA+fóbico, racista, sexista, intolerante religioso ou ter qualquer outro tipo de preconceito. Ou seja, cringe mesmo é não ter respeito pelo próximo.
Cringe é querer obter alguma coisa passando por cima de outro.
Cringe é querer pagar de santo, mas não fazer nem um terço do que prega.
Cringe é saber que vários países ainda punem pessoas por serem gays ou coisa parecida. 69 países cometem um ato tão CRINGE.
Cringe é saber que a maior parte dos países que colonizaram a África, a Ásia e a América nunca pediram perdão pelas atrocidades que cometeram contra os povos originários destas. Se eu não contar os Estados Unidos com relação aos povos indígenas e a financiar as ditaduras na América Latina ou Israel com relação aos palestinos. (Não que isso seja motivo para odiar os habitantes desses países porque aí já é xenofobia.)
Cringe é viver no país que mais mata travestis e transexuais do mundo, segundo a Trans Murder Monitoring ("Observatório de Assassinatos Trans", em inglês).
Cringe é termos mais de meio milhão de mortes por COVID-19 quando isso poderia ter sido evitado se tivéssemos um governo realmente competente e que se preocupasse com a população ao invés de ficar procurando ideologia em tudo e inventar desculpas para não fazer o que é certo e necessário.
Cringe é saber que muita gente ainda acha que não há uma pandemia no mundo todo e não toma os mínimos cuidados para evitar contaminações, fazendo todo o tipo de aglomeração e inclusive fazendo pouco das vítimas (isso lembra alguém?).
Cringe é ser ignorante a nível de apoiar situações que só vão te ferrar. (Sim, eu estou falando de política também, mas vamos deixar isso para os próximos capítulos. Ainda, eu poderia colocar tantos exemplos que o post inteiro não daria conta de falar tudo.)
Honestamente? Existe tanta coisa cringe nesse mundo que de fato só esse post não dá conta. Mas eu acredito também que ser (muito) cringe é não ter caráter.
Lady Trotsky, dama teimosa, cansada e mau humorada nesse momento, encerra a transmissão aqui e agora.

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terça-feira, 15 de junho de 2021

[Conteúdo Exclusivo de Plataformas Gratuitas] Crowley - Universo Expandido: A Longa Viagem de Volta - 6ª parte

 


Sinopse: Shion Tachibana é uma jovem psicóloga que decide ser hora de regressar à sua cidade natal, Colônia de Sacramento, para reencontrar velhos amigos de sua família e respirar novos ares. Ela não imagina, porém, que, ao saber da triste condição do jovem Jorge Franco, embarcará em uma jornada rumo a obscuros segredos guardados a sete chaves que podem colocar em cheque tudo o que ela conhece. Ou pensa que conhece.

Primeiras cinco partes: 

1ª - https://www.osvampirosportenhos.com.br/2020/06/conteudo-exclusivo-de-plataformas.html

2ª - https://www.osvampirosportenhos.com.br/2020/06/conteudo-exclusivo-de-plataformas_14.html

3ª - https://www.osvampirosportenhos.com.br/2020/06/conteudo-exclusivo-de-plataformas_28.html

4ª - https://www.osvampirosportenhos.com.br/2020/07/conteudo-exclusivo-de-plataformas.html

5ª - https://www.osvampirosportenhos.com.br/2020/09/conteudo-exclusivo-de-plataformas.html


6ª Parte - Inspetor Franco


Agora, não me surpreendo se Shion quiser sair de minha casa ou nunca mais falar comigo depois de ouvir semelhante disparate dito por mim.
Porque Helio tem toda a razão e ela igualmente, porém, preciso pelo menos ver com meus próprios olhos se estou ou não errado, porque temo pela vida de todos os habitantes da cidade, em especial Jorge e Shion, e o que menos desejo é uma nova tragédia. No entanto, as palavras dela surpreendem a mim e o legista: — Se deseja exumar a senhorita Farías para aliviar sua mente, não vejo motivos para não aceitar. Afinal, vampiros não existem e talvez, se a vermos como está agora, ficaremos mais tranquilos.
— Já te adianto que… — diz Gallardo, mas Shion interrompe: — Não será algo bonito de se ver, eu sei. Mas primeiro gostaria de ler os arquivos das mortes.
— Claro — meu amigo legista trata de enfim buscar os arquivos enquanto eu digo:
— Entendo que não acredite nessa história como um todo, mas infelizmente vivi isso e creia, eu também não acreditava. Mas, aquela noite em que fui investigar Vila Josefina me mostrou o quanto eu estava errado. Não apenas isso, quase morri e perdi dois colegas meus.
— O senhor teve muita sorte. Infelizmente uma dezena não teve — ela responde no mesmo minuto que Helio Gallardo volta com duas pastas contendo as fotos e laudos de necropsia das vítimas de Crowley e dos mortos a noventa dias. Eu conheço aqueles arquivos melhor do que o padre Carlos conhecia a Bíblia. Rio, com certa amargura, ao lembrar de Janet, a essa hora em algum lugar de Buenos Aires fazendo só Deus sabe o que, e jamais desejando voltar aqui.
Shion, sem nada dizer, começa a olhar os arquivos e sua expressão nada demora a tornar-se cheia de horror e lágrimas, pois com certeza nunca viu tanta crueldade em apenas algumas fotos. Não a culpo por sentir-se horrível, pois tenho os mesmos sentimentos, afinal, poderia ter sido meu filho naquelas imagens e isso me aperta o coração. Ou talvez Jorge poderia estar me vendo ali. Ao final daquela análise, ela está agoniada: — Isso… parece loucura. É a única coisa que me passa pela cabeça depois disso!
— Não estou nada surpreso, Shion. Eu me senti da mesma forma. Você ainda… quer ver a exumação do corpo de María? — pergunto com ar cansado.
— Sim — ela responde com firmeza, mas posso sentir à distância seu medo. O mesmo que o meu.
— Vou levá-los até o jazigo. Por sorte, eu tenho como abrir a capela e depois a tampa do nicho onde ela está e fechá-la sem ninguém saber. Que Deus nos ajude para essa história não chegar aos ouvidos errados — diz o legista indicando para sairmos com ele.
Andamos até os fundos do cemitério no mais absoluto silêncio, pois achamos melhor não despertar atenção de algum funcionário que possa por ali estar. Afinal, a tarde ainda está alta e pelo meu relógio, já passa das quatro e meia, portanto, ainda há gente trabalhando por aqui.
Nos fundos, a antiga parte deixa Shion bastante encantada, pois há muita História naquelas tumbas, mas a capela familiar dos Farías, mesmo não sendo rica e imponente como algumas localizadas na Argentina e na capital uruguaia, é grande, e bonita ao seu modo.
A cruz no topo é esculpida em terracota e a imagem de Cristo nela é incrivelmente realista. As paredes de fora são decoradas no estilo barroco, muito simples se comparadas a outras obras semelhantes. O lado de dentro, por sua vez, no qual entramos com a ajuda de uma cópia de chave guardada pelo legista, e que conheci quando sepultamos a pobre María, três meses antes, é decorado com arabescos neoclássicos devido à reforma mais recente, custeada por um governo do começo dos anos vinte. Sendo bem conservada até hoje pelos funcionários da municipalidade. Os vitrais, naquele momento, refletem os raios do sol, acabando por deixar o lado interior todo iluminado.
Sem demora, encontramos o túmulo de María. Cujos dizeres me doem até a alma, pois me recordo do momento em que, sob os prantos dos primos, duas tias viúvas e do irmão mais velho, Otilio, pois os pais morreram quando ela tinha treze anos, o marmorista colocou a lápide tampa com uma sorridente foto dela no seu dia de formatura como professora:

María del Rosario Farías Arruda
1969 — 1989
Devotada hija, querida amiga, por siempre amada.


— Que coisa triste. Tão nova e morrer de uma forma tão trágica. Isso não me é fácil mesmo meu conhecimento sendo grande sobre as causas de suicídio — Shion diz com tristeza, pois certamente se lembra de quando pegava a então pequena María em seus braços e dançava ao som de alegres músicas infantis. De repente, sinto vontade de chorar e peço a Deus que faça voltar aquela época bonita e inocente.
— Penso a mesma coisa. Ela tinha tantos sonhos, planos, objetivos. Tudo isso por culpa daquele monstro! — exclamo com profunda revolta, pois o sofrimento de Jorge ressoa com o meu e nada consegue tirar do meu peito o sentimento de raiva por todo aquele ocorrido.
Helio me chama após terminar de desparafusar a tampa. Ela é bastante pesada e exige a força de duas ou mais pessoas para ser carregada. Com cuidado, a colocamos no chão e em seguida retiramos o caixão de dentro do nicho, cujo peso é um pouco mais leve do que eu esperava. Talvez pelo corpo já estar com a decomposição esperada após três meses de morte. No entanto, quando abrimos a tampa, Shion tapa a boca segurando um grito e eu e Gallardo nos olhamos, incrédulos.
O ataúde tinha apenas pedras.
— Isso é impossível! Ela se expôs na luz do dia! Nós a vimos morrer! — o legista, já descontrolado em suas emoções, grita apavorado.
— Lo sé, carajo! Te olvidaste que yo y Jorge estabamos junto?! — olho sem acreditar em minha própria visão.
— Alguém… deve ter roubado o corpo. Há muitos casos de pessoas… Ai meu Deus, nem gosto de pensar nisso, mas existem… necrófilos. Se é que me entendem — ela diz tentando manter a calma e a racionalidade naquele momento quando Helio já está histérico e eu respirando fundo para não ter um surto.
— Por lo amor de Dios, en serio que estás hablando esto?! — o legista olha sem crer.
— Eu receio dizer que é bem verdadeiro. Por acaso nunca ouviram falar de Carl Tanzler e sua “noiva cadáver” Elena Hoyos? — ela pergunta como se ouvir falar disso fosse a coisa mais normal do mundo. Para uma psicóloga, no entanto, muita coisa fora disso é motivo de estudos.
— A quanto tempo eu não ouvia falar desse caso! Lembro da época da faculdade, onde os meus colegas, em uma aula de anatomia, falaram sobre esse caso e o nosso professor disse que o homem era pirado da cabeça — diz Helio conseguindo recuperar um pouco da calma.
— Bem, eu confesso nunca ter ouvido falar, mas posso imaginar que deve ter sido algo bem horrendo — digo imaginando o tipo de pessoa capaz de fazer semelhante coisa.
— Nesse momento, nós temos de investigar o que realmente aconteceu. Alguém certamente roubou o corpo e colocou pedras no caixão para disfarçar, mas isso teremos de saber com certeza por nossa própria conta porque cometemos uma contravenção muito séria. Podemos até ser presos se descobrirem que abrimos uma tumba sem autorização! — diz ela muito séria.
— Nem diga. Você tem completa razão! — Helio fecha a tampa do ataúde e resolvemos arrumar tudo de volta no lugar e voltar para o escritório para colocar as ideias no lugar e esfriar a cabeça com um bom mate. Definitivamente, Shion Tachibana é um achado precioso. Uma mulher madura, racional e precisa, com grande capacidade de fazer a coisa certa no momento exato.
Colocamos o ataúde rapidamente no lugar e com um pouco mais de demora, em razão do peso, botamos a tampa de mármore no lugar e Shion ajuda a segurá-la para Helio poder parafusá-la no lugar e assim finalmente podermos deixar o jazigo. Sem qualquer demora, voltamos à Morgue Judiciária, aliviados por não termos sido pegos no flagra, mas preocupados com nossa descoberta. Pois assim como Shion pode ter razão, eu temo que a verdade seja bem pior, porém, sem uma investigação mais aprofundada, não há como saber.
— Temos de começar a investigação pelo dia do sepultamento da senhorita Farías. O que pode me dizer sobre isso, Gallardo? — ela pergunta sem hesitar enquanto eu encho uma cuia com erva e Helio pega água no filtro e a põe em uma chaleira para esquentar.
— Se me recordo, logo após María se expor na luz do dia e consequentemente, morrer pela segunda vez, recolhemos o corpo. Durante a preparação, coloquei uma cruz em cima dele e depois o tranquei em um caixão selado com pasta de alho, uma fraqueza dos vampiros da qual lembrei graças ao filme do Bela Lugosi, para realizar o enterro no dia seguinte. As tias, primos e o irmão mais velho dela vieram para cá durante a tarde e velaram a moça até a manhã seguinte. Claro, estranharam o ataúde fechado, mas expliquei que o rosto tinha ficado deformado devido ao choque com o solo em razão da força da queda e os aconselhei a usar uma foto bem bonita em cima do ataúde. Ainda, achei melhor mentir sobre a causa da morte dizendo a eles que ela se desequilibrou e caiu da janela do apartamento enquanto a limpava. Não achei uma boa ideia contar do suicídio. Já bastou ao pobre Otilio perder os pais quando o pai saiu dirigindo bêbado e bateu o carro contra um muro alto — Helio responde acendendo o fogão.
— Eu geralmente não recomendaria mentir sobre esse tópico, mas creio ter sido a melhor ideia — diz Shion ficando pensativa por um tempo enquanto eu pergunto durante a preparação da cuia de mate: — Depois do enterro, que foi por volta das dez e meia daquele dia, você não viu nada suspeito? Nenhuma movimentação estranha?
— Nada mesmo. Tudo tão quieto e calmo quanto possível, mas foi difícil lidar com as tias chorosas de María e os primos e o irmão tentando acalmá-las. Foi uma cena e tanto. Uma tristeza de cortar o coração — responde Helio com melancolia enquanto eu relembro cada parte daquele triste dia. Jorge não saíra um minuto sequer de perto do caixão da namorada e quase desmaiara de fome e sede porque se recusou a comer ou beber qualquer coisa durante o velório e eu não sabia se ele a velava pela tristeza da perda ou se temia que ela se levantasse novamente.
— E depois de tudo? Você chegou a… vigiar o túmulo? — Shion pergunta.
— Com toda aquela preparação, nem mesmo eu teria coragem de me aproximar. O cheiro daquela pasta de alho é insuportável. Sei por que eu mesmo a preparei. Só não espantou os familiares porque eu dei um jeito usando flores de odor forte para disfarçar o cheiro na capela de velório — responde o legista e eu me seguro para não rir embora o momento para risadas seja pouco adequado.
— Imagino, porém, uma coisa me intriga: quem nessa cidade teria interesse em roubar um cadáver e com qual motivação? Embora eu não possa deixar de pensar em necrofilia por ser a maior possibilidade — diz Shion tendo um arrepio.
— Isso é ainda mais estranho, especialmente porque não há qualquer sinal de que alguém tenha aberto aquela capela ou o nicho nos últimos noventa dias! Eu teria visto algo quando estivemos lá dentro! Trabalho com investigação faz mais de vinte anos e o Franco já estava aqui bem antes de mim — Gallardo retira a chaleira do fogo enquanto fala.
— Considerando a falta de pistas para nos levar a um suspeito, eu diria que estamos lidando com um criminoso profissional. Sem digitais ou traços de tecido ou coisa parecida, é a única linha de investigação possível. O problema é: quem pode ser essa pessoa? — Shion diz certeira.
— Ou talvez… Deus, eu te peço que não seja isso — digo nervoso, pois já vi semelhante caso e sei o quanto o trauma de uma perda trágica pode trazer consequências ainda piores.
— O que você tem, Augusto? — Helio me olha sem entender.
— Talvez o irmão de María possa ser o responsável. Ou você não lembra de que Marta Gutierrez fez a mesma coisa com o pobre Andrés? — digo tendo a sensação de ácido correndo pela garganta enquanto falo.
— De novo?! Estás de broma, Franco?! — o legista me olha furioso e eu não me surpreendo nem um pouco, considerando que as ações de Marta tiveram as piores consequências.
Impossível esquecer as famílias das outras moças chorando a perda delas por conta da loucura da moça. Que inclusive era usuária recorrente de drogas, pois encontrei alguns saquinhos de pó na casa dela durante a perícia realizada logo após o assassinato da avó dela, que eu descobri, para minha infelicidade, ter sido obra do próprio Andrés retornado em monstro, sem contar a morte da própria irmã. Descoberta que fiz ao analisar a cabeça do cadáver e descobrir dois caninos crescidos.
O analista químico constatou, ao examinar o conteúdo dos saquinhos, ser cocaína, encontrada em uma dose considerável no corpo quando feita a necropsia nele. Tanto que, logo após o término da situação aterrorizante ocorrida esse ano, houve uma megaoperação de apreensão de drogas e armas e a prisão de vários traficantes. Dois deles aqui em Colônia, um deles sendo o fornecedor da finada Marta.
— Considerando o caso de Marta Gutierrez, a probabilidade é bem alta. Ainda mais porque nem todo mundo consegue lidar com a perda. Já atendi muitos pacientes nessa situação. Conheço cada história que os deixaria sem chão — diz Shion aceitando o mate logo depois de eu tomar o primeiro, pois gosto do sabor amargo da erva.
— Até investigarmos mais a fundo, não temos como acusar o Otilio. Até porque ele nem morava mais com a María. Inclusive ela vivia aqui porque estava concluindo a escola e o curso de magistério e cuidava de uma idosa, atualmente em uma geriatria porque ela não quis mais nenhuma cuidadora particular, pois para ela, a senhorita Farías era única — diz o legista e eu assinto com a cabeça, pois a pobre Gerarda, ainda enlutada pela perda da “dama de companhia”, amava minha ex-nora como a um familiar e chorou muito ao saber da morte dela.
— Deveríamos, creio eu, traçar um perfil do irmão de María Farías e eu poderia analisá-lo para encontrar algum traço suspeito e talvez, uma evidência de que ele poderia ser capaz disso — Shion propõe a única coisa realmente possível naquele momento.
— Aí nosso problema fica um pouco mais complexo: como faremos isso sem despertar suspeitas? Eu duvido muito dele não achar estranho se nós o procurarmos ou conversarmos com pessoas próximas dele do nada. Tem de haver uma maneira de não ficarmos na estaca zero — digo com absoluta certeza, pois em nenhum momento algum dos familiares de María se ausentou do velório, exceto para ir ao banheiro ou tomar ar fresco. Porque como a capela do cemitério não é das mais espaçosas, ficou fácil manter vigilância em cima de todos naquele dia. Desde todo aquele ocorrido, minha paranoia já grande ficou maior ainda.
— A única forma possível agora é investigarmos o depois do enterro, pois o corpo foi roubado nesse meio tempo. Possivelmente alguns dias depois. Talvez uma semana ou um pouco menos, considerando o estado intacto da cena — Shion diz, mas de repente lhe ocorre algo, pois toca meu braço: — E se alguém do próprio cemitério encobriu o roubo por alguma razão? Porque não acho possível não haver tido uma movimentação suspeita dias após o enterro. Estou certa de que alguém trabalhando dentro do cemitério está envolvido, por isso não soubemos antes!
— É uma probabilidade, mas quem poderia ser? O Cemitério Municipal tem bem poucos funcionários: um zelador, um guarda noturno, um diurno, um coveiro, além do legista e do embalsamador de cadáveres, já que a Morgue fica perto. Mas minha maior suspeita, considerando o quanto já conheço disso, é que tenha sido o guarda da noite. Afinal, qual a melhor hora para roubar um cadáver do que quando ninguém está olhando? — digo, mas Helio discorda:
— Qualquer um deles poderia ter feito isso. É só dar um bom dinheiro, honestamente.
— Mas considerando como os fatos ocorreram, é difícil duvidar — respondo na mesma hora e continuamos tomando o mate.
— Já falei e repito: temos de investigar com cuidado os fatos. Não podemos sair atirando de um lado a outro sem pensar. Temos de olhar cuidadosamente e a partir disso, tirar alguma pista que nos leve a quem fez — Shion diz muito séria e quando Gallardo vai encher mais um mate, vê o relógio: — Já vai passar das cinco e meia da tarde. Daqui a pouco vai começar a anoitecer. Vamos terminar de tomar e depois é melhor vocês irem. Não sei o quanto é seguro andar de noite por Colônia.
— Pelo menos até agora, está bem seguro andar à noite, mas vamos seguir seu conselho — digo, mas no fundo, um instinto me alerta de a resposta de tudo isso ser muito pior do que um simples roubo de cadáver.
María Farías, eu tenho quase certeza, ainda pode estar viva, Deus sabe onde e Ele sabe o quanto preciso, pela segurança de meu filho Jorge, a menina Shion e toda a cidade de Colônia do Sacramento, estar pronto para uma nova ameaça.
Ou estou apenas sendo paranoico?

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terça-feira, 25 de maio de 2021

A Volta de uma Dama que nunca realmente se foi (mas deveria ter voltado bem antes)

 


Minhas teimosas, teimosos, teimoses, tudo bem com vocês?

Eu sem dúvida devo ser a blogueira literária mais desleixada do mundo, e assim não tem como construir uma boa base de leitores, porque faz três meses que não posto nada no blog. Mas mesmo estando mais no Facebook, Twitter e Instagram, não estou fazendo meu trabalho como devo e vocês sem dúvida mereciam muito mais de mim.

Só que esse ano anda muito pesado por tudo o que anda acontecendo e eu me desanimo com uma brutal facilidade. Sem contar que a minha falta de inspiração para escrever e até mesmo ler interferiu muito na qualidade do que eu andei produzindo na tentativa de voltar o blog antes. Agora, porém, as coisas começaram a realmente caminhar porque nesse meio tempo, o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, mais conhecido pela sua adorável alcunha de Fantaspoa, ocorreu entre os dias 09 e 25/04/2021.

O festival, que costuma geralmente ter apenas dez dias, acabou com dezesseis em razão da gigantesca quantidade de espectadores e visualizações, já que os organizadores, o João Pedro Fleck e o Nicolas Tonsho (MELHOR dupla), além dos colaboradores Felipe M. Guerra (Pessoa linda da porra) e Daniela Monteiro (musa maranhense, S2) não pouparam esforços em proporcionar a mim e outros milhares o melhor em cinema de mais de quarenta países e uma centena de idiomas.

Mas mesmo com toda essa maravilha me tendo sido proporcionada no mês do meu aniversário, com o dia inclusive tendo caído na semana extra, ainda assim andava desanimada do blog e sem inspiração, o que é muito pior. Provavelmente porque voltar à realidade depois de tantos dias maravilhosos seguidos foi muito difícil e também as notícias foram indo de mal a pior, o que minou muito a minha felicidade, a qual eu só encontrei escrevendo e estando do lado dos meus familiares, ainda que às vezes seja meio complicado por conflito de temperamentos e gerações.

No entanto, uma coisa ainda mais difícil me aconteceu e isso aumentou meu desânimo mais ainda: vi, nesse meio tempo, meu sonho de publicar virar um amargo pesadelo. Pois a editora pela qual eu ia publicar, a Constelação, decretou falência em março e nesse meio tempo estou em conversa com uma pessoa de lá sobre como vai ficar a minha situação, por isso não entrarei em mais detalhes.

Mas hoje, mesmo que a postagem vá sair numa horinha ingrata, eu decidi dar um jeito nesse atraso todo com três posts semanais, na ordem que eu já havia colocado antes…

Sobre o Universo – Personagens reais e fictícios, locais, instituições, ordens religiosas, registros em diários, noitários, notas e gravações, relatos orais, pontos importantes da História Argentina (esses últimos podem demorar a aparecer porque na maior parte dos casos eu tenho de traduzir os textos). Esses podem, e vão, aparecer no meu Instagram, onde planejo postar diariamente.

Lady Trotsky Revisa/Resenha – Filmes, livros, séries. Muitos desses sendo coisas bem fora do circuito, no estilo que eu gosto. – risos –

Meus dois centavos sobre… – Um texto pequeno ou maior sobre algum assunto complicado e/ou polêmico.

Conteúdo Exclusivo de Plataformas Gratuitas – Universos Expandidos e Compartilhados de outros criadores que merecem ser conhecidos. (Com a devida autorização dos criadores originais e sem qualquer comprometimento financeiro.)

Por fim, deixo aqui a minha promessa (que dessa vez eu vou cumprir a sério) de proporcionar a vocês a qualidade que há tempos procuro fazer.

Espero de coração a paciência de vocês e encerro aqui a transmissão.

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